29.11.10

a (não) despedida

Querido amor meu,

Escrevo para te dizer que nunca te esqueci, que ainda estás debaixo da minha pele.
Tens estado apenas adormecido, mas a tua respiração é pesada, e como se isso não bastasse, tudo à minha volta me vai relembrando que ainda aí estás, como se me fosse possível esquecer-te.
Nunca te esqueço, nunca deixo de te querer bem, de te desejar o melhor do mundo.
Amo-te, e por muito que viva, nunca vou esquecer tudo o que já fomos, tudo o que eu desejava que ainda fôssemos.
Ah, como eu desejava pertencer aqui, poder aninhar-me entre os teus braços, poder chamar-te meu. De qualquer maneira, és meu como nunca vais poder ser de mais ninguém; estás pregado a mim de uma forma irreversível e impossível.
Como eu desejava ser digna da tua perfeição. Como eu desejava poder entrar dentro do mundo onde tu "flutuas como uma pluma."

És impossivelmente lindo.
Eu deveria saber que as coisas perfeitas são para mim inalcançáveis, mas eu nunca pude evitar, apesar das minhas vãs - patéticas! - tentativas.

Não sei até que medida é que isto é uma despedida, mas eu nunca acreditei que pudesses desaparecer da minha vida (e talvez seja aí que reside todo o problema.)

2 comentários:

  1. Novembro tem destas coisas... memórias que nos fazem sentir bem, que nos põem um sorriso nos lábios.
    O melhor amor é aquele que nunca é vivido.
    Já há muitos meses que não lia palavras tão belas...
    (M Cachucha)

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  2. Tens uma escrita linda, consegues tocar qualquer um, tens razão no que dizes e falas com o coração os teus textos alcançam a perfeição.

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