Como é que eu vou atrás de ti, se nem sequer sei onde é que estás?
Como é que não desisto de ti, se não sei de ti há tanto tempo?
As lágrimas, de vez em quando, lavam a alma,
Mas nunca, nunca, o coração.
19.3.10
14.3.10
meu anjo,

o que mais me atormenta são os passos que dás todos os dias, sem eu ver.
as coisas que fazes, sem mim.
os risos que partilhas com alguém que não sou eu.
tenho uma inveja doentia das coisas (e das pessoas) para onde olhas,
pois elas recebem, pelo menos, a atenção de um olhar teu.
e eu sou a pessoa mais feliz do mundo quando olhas para mim,
mesmo quando isso só acontece nos meus devaneios.
eu sinto-me a flutuar quando trocas algumas palavras comigo, mesmo quando não estamos a falar de nós,
mesmo quando são só conversas de cirscunstância.
mas eu, no fim de contas, sou uma pessoa de sorte imensa
por te ter conhecido
por ser, de alguma forma, contemplada no teu doce pensamento,
por ser tua amiga, por saber que não me esqueces
por ter sido olhada por ti, com os teus olhos
por te poder recordar
por ninguém te poder tirar de mim
porque vives sempre em mim
na minha cabeça e no meu coração,
debaixo da minha pele
porque nunca te esquecerei,
contigo aprendi tantas coisas, ensinaste-me tanto.
porque te amo mais do que a vida.
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