Setembro, oh Setembro! Que alegrias me trarás? Quantas lágrimas que provocarás... quantas tristezas quero evitar, anulando os pensamentos azuis - muito muito azuis - que tenho tido - ou começado a ter - nestes dias. Quer o tragas para junto de mim quer o tires completamente do meu caminho, sê brando e não permitas que o meu coração tenha muitos sobressaltos.
Rita
10.10.11
28-08-2011, são 23h50
Quero-te tanto. Ou talvez eu queira a figura idealizada que fui construindo de ti ao longo de todo este tempo, mas eu sinto que ela não pode estar muito distante de ti, do que tu és, de quem tu és na realidade. E amo-te e quero-te do meu lado, mas ao mesmo tempo sinto-me assustada por querer tudo isso, porque não sei se o quero verdadeiramente ou se tenho medo de te querer, e sinto-me perdida sem ti mas também me sinto perdida imaginando-te do meu lado. Mas amo-te muito e -caramba! - porque é que nunca mais deste notícias? Queria tanto adormecer nos teus braços, esta noite. Só hoje. Os teus braços são - mesmo que só em sonhos - o meu lugar preferido do mundo.
Te amo,
Rita
Te amo,
Rita
13 de Agosto de 2011
eu sei que não devia, mas estive a pensar em ti, aliás, nas recordações que tenho tuas e na memória que tenho do teu rosto porque por mais que me esqueça por vezes de que resides na camada mais profunda do meu coração e na mais superficial das camadas da minha pele, hoje dei por mim a desejar que venhas para junto de mim e que me abraces com toda a força que tenhas e que deixes os teus caracóis ondular ao vento e que me contemples a sorrir. E que me abraces e que fiques sempre comigo e que não me abandones e que me faças esquecer que eu tentei esquecer-te com todas as minhas forças e que me relembres a razão pela qual eu só escrevo para ti. E que sorrias, e que sorrias muito e que os teus olhos brilhem e que eu possa vislumbrar neles a imensidão do céu, e que me vejas como se fosse a primeira vez que me visses. E que me ames. E que vejas nos meus olhos luz, e que me faças sentir tua como tu és meu de uma maneira que não sei descrever mesmo que tentasse, meu mesmo não me pertencendo. E que gostes muito de mim! E que me ames.
Rita
Rita
17.8.11
divagação sobre uns olhos verdes de gato selvagem
Tenho uma paixão por olhos de todas as cores, "diferentes idades, diferentes amores..." e os teus doces olhos verdes de gato selvagem mas triste como se vivesses sempre abandonado fascinam-me, apesar de saber quase nada a teu respeito. Mas gostava de saber o que tens no teu coração que te faz esboçar o sorriso mais lindo e terno a que tive hipótese de assistir. E presenciar essa doce mistira de olhar e sorriso faz-me questionar a imensidão da beleza que há no mundo. E não saber nada de ti além do nome, dos olhos, do sorriso é ainda mais bonito, porque não trazes desilusão. É assim porque a única coisa que posso descobrir acerca de ti só pode provir da minha imaginação, imaginação essa que não subtrai de ti qualquer defeito porque esse sorriso que não me é dirigido encanta o mais sinistro dos dias, a mais dura das rochas. E isto não é uma canção de amor porque apenas estou apaixonada pelos teus olhos verdes de gato e pelo teu sorriso e apesar de parecer uma imensidão, é ainda pouco. Acho que nunca escrevi simplesmente sobre a beleza mas sabe bem, porque não existem aqui lágrimas derramadas por um amor proibido, não correspondido ou mal retribuído. Representas a descoberta de gostar só por olhar. E talvez eu não queira saber mais nada de ti. Talvez queira apenas admirar-te de vez em quando. Talvez em queira que sorrias para mim com o teu sorriso apenas uma vez, para eu saber o que sentem as pessoas que são directamente alvos dele. Quando sorris os teus olhos verdes de gato iluminam-se e riem também. Acho que os teus olhos se atravessaram no meu caminho para que eu pudesse redifinir o meu cânone da perfeição, e estou grata por poder agora esquecê-lo por mais tempo do que eu julgava possível.
15.8.11
please, rest in peace
Obrigada por teres sido (por ainda seres) uma das minhas compositoras/intérpretes preferidas de todos os tempos. Obrigada por me teres feito adorar a tua música, a tua voz, adorar a tua maneira de rir, de seres tu própria... porque tu eras tão genuína. Lembro-me de não ter nada para fazer, numa tarde em que estava sozinha em casa, e de me pôr a ver um DVD teu que o meu pai tinha comprado havia pouco tempo na Fnac. Era uma espécie de documentário, "I Told You I Was Trouble". Lembro-me de me ter apaixonado instantaneamente por ti, lembro-me de rir ao ouvir a tua explicação da forma como surgiu a música "Rehab" e lembro-me de chorar, também. Desde que te ouvi falar de ti própria nesse DVD e como já disse, apaixonei-me por ti. Passei a ouvir as tuas músicas mais freneticamente, com muita atenção. De facto, houve uma fase em que só ouvia os teus álbuns. Passei a defender-te com unhas e dentes (daqueles que criticavam a tua dependência de álcool e drogas) porque tinha-me apercebido de que tinhas entrado nesse mundo por amor (para fugires dele).
É por tudo isto que vou sentir muito a tua falta. Estava sempre à espera de que saísse mais alguma coisa tua, um álbum. Agora sei que vai sair o teu álbum inacabado a título póstumo mas, depois disso, nada de novo teu chegará. Mas agradeço-te por nos teres deixado o teu legado. A tua música foi tão importante para mim que me é impossível dizer o quanto. Agora, apenas quero que descanses, que voes nesse paraíso onde decerto estás ("Amy flies in paradise" - Adele). Tenho muita pena que não tenhas podido viver mais tempo. Juntaste-te ao 27 Club. E para mim és uma lenda. Apesar de pequeno, o teu legado é musicalmente gigantesco e, apesar de nunca mais ser possível que alguém escute de novo a tua voz, o teu timbre impressionante, vou ter sempre algo que recordar. Nunca te esquecerei. Descansa em paz, por favor.
Rita
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