15.8.11

please, rest in peace



Obrigada por teres sido (por ainda seres) uma das minhas compositoras/intérpretes preferidas de todos os tempos. Obrigada por me teres feito adorar a tua música, a tua voz, adorar a tua maneira de rir, de seres tu própria... porque tu eras tão genuína. Lembro-me de não ter nada para fazer, numa tarde em que estava sozinha em casa, e de me pôr a ver um DVD teu que o meu pai tinha comprado havia pouco tempo na Fnac. Era uma espécie de documentário, "I Told You I Was Trouble". Lembro-me de me ter apaixonado instantaneamente por ti, lembro-me de rir ao ouvir a tua explicação da forma como surgiu a música "Rehab" e lembro-me de chorar, também. Desde que te ouvi falar de ti própria nesse DVD e como já disse, apaixonei-me por ti. Passei a ouvir as tuas músicas mais freneticamente, com muita atenção. De facto, houve uma fase em que só ouvia os teus álbuns. Passei a defender-te com unhas e dentes (daqueles que criticavam a tua dependência de álcool e drogas) porque tinha-me apercebido de que tinhas entrado nesse mundo por amor (para fugires dele).

É por tudo isto que vou sentir muito a tua falta. Estava sempre à espera de que saísse mais alguma coisa tua, um álbum. Agora sei que vai sair o teu álbum inacabado a título póstumo mas, depois disso, nada de novo teu chegará. Mas agradeço-te por nos teres deixado o teu legado. A tua música foi tão importante para mim que me é impossível dizer o quanto. Agora, apenas quero que descanses, que voes nesse paraíso onde decerto estás ("Amy flies in paradise" - Adele). Tenho muita pena que não tenhas podido viver mais tempo. Juntaste-te ao 27 Club. E para mim és uma lenda. Apesar de pequeno, o teu legado é musicalmente gigantesco e, apesar de nunca mais ser possível que alguém escute de novo a tua voz, o teu timbre impressionante, vou ter sempre algo que recordar. Nunca te esquecerei. Descansa em paz, por favor.


Rita

10.5.11

Meu pedaço bonito de gente,



Não, eu não me esqueci de ti. É certo que já não penso em ti todas as manhãs, ao acordar e todas as noites antes de me deitar... já não penso em ti a toda a hora, já não és um vício doentio. Mas ainda te amo. Cada vez que olho para uma fotografia tua e contemplo o teu olhar azul como as águas mais profundas de um oceano, a tua pele como a de um anjo, os teus caracóis desalinhados... percebo que ainda te amo. Percebo que ainda és uma grande parte da minha vida, que ainda estás debaixo da minha pele. Já não estás tão à superfície, mas permaneces lá, debaixo de todas as camadas de solidão que lentamente fui armazenando dentro de mim.
Se não acreditas no que estou a dizer-te, basta-me afirmar uma coisa que acabará com as tuas dúvidas: não consigo escrever para mais ninguém que não tu. Não sei se posso dizer que já não és o dono de todo o meu coração, mas posso com certeza dizer que metade do meu coração ainda te pertence.
Como sei que nunca te tive e que nunca te poderei ter, eu procuro-te em todos os rapazes que me despertam um mínimo de interesse, mas nunca te consigo encontrar verdadeiramente. Nos momentos da minha vida que me marcam mais, continuo a pensar em ti, no que dirias se estivesses aqui comigo.
O teu ar melancólico e distante continua a ser o meu suspiro diário. Por vezes, ainda sinto vontade de passar as minhas mãos pelo teu cabelo quando sentes tristeza. És a minha alma-gémea. Agora sei que podes não ser a única, que podem existir outras minhas almas-gémeas por esse Mundo fora, mas tu serás sempre o meu primeiro amor, o meu escape eterno, o meu cânone da perfeição.
Sinto um carinho por ti que dificilmente sentirei por mais alguém. A tua figura encanta-me constantemente, e basta-me ter um vislumbre dos teus olhos (mesmo que em pensamentos) para sentir as lágrimas a formarem-se nos meus próprios olhos, os mesmos olhos que choraram de saudades tuas, vezes sem conta.
Nunca te esqueças que eu jamais de abandonarei. Mesmo que o futuro me traga mais desilusões a teu respeito, aguentarei de pé e não vou deixar de te dar todo o meu apoio, como sempre fiz.
Amo-te e tens a minha amizade para sempre

Com todo o meu amor (pelo menos com metade do meu coração...),
Rita



13.3.11

01.03.2011

Dear soulmate,

Not gonna lie.
I miss you. In every single way. You changed me in so many ways. I loved you in a thousand million ways, almost 4 years. Of course I miss every bit of you. Of course I'm missing your big blue eyes, your silhouette like poetry.
Of course your distance hurts me.
Honey, it's not that I want to forget you. It's that I HAVE to. Nothing could hurt me most but... listen, I'm not a quiter, but you were just so far away I didn't know what to do. I was so vulnerable.
I want to believe you didn't know about my true feelings. I know you didn't hurt me in purpose. But I just couldn't handle it anymore. It was just so much pain, so many tears, my heart was so broken (still is!)
What could I do, baby? What would you do, if you were me, if you were in my very skin? Would you tell me you loved me? Could you say a word? Would you come here?
I know there's no way you can possibly love me, but I'd like to know, anyway.
Darling, I still care. I still want to run to you everytime life goes mad. I still want you by my side, everyday. In three words, I love you. In four words, I still love you.
However, deep down, I know I have to let you go. I got to let you free.
At least... for now, love.

Love, Rita


«Hard not to fight for what you want, but give up what one loves most. I gave up. But do not think it was for not having the courage to fight, but not for most to suffer." (Bob Marley)



4.3.11

war of my life

Acho que estou a travar a guerra da minha vida,
E vou ter de decidir quanto de mim vou deixar em cada batalha.
Quanto de mim vou perder, para conseguir tirar-te completamente do meu pensamento.

Quantas vezes irei eu recuar, perante cada nova investida?
Quantos pequenos soldados irei perder?
De que cor se tornará o meu coração, ao fim de todo este tempo?

Lentamente, irei esquecer-me finalmente do som da tua voz,
Do azul majestoso do teu olhar,
De ti

Vou esquecer-me da melhor sensação do mundo,
Não me recordarei do brilho dos meus dias,
Não saberei o que é o amor, de novo

No fim, já não vais cá estar, vais ser como um sonho,
Que me assaltou durante uma noite,
Mas que desapareceu com os raios dourados da manhã...

29.11.10

a (não) despedida

Querido amor meu,

Escrevo para te dizer que nunca te esqueci, que ainda estás debaixo da minha pele.
Tens estado apenas adormecido, mas a tua respiração é pesada, e como se isso não bastasse, tudo à minha volta me vai relembrando que ainda aí estás, como se me fosse possível esquecer-te.
Nunca te esqueço, nunca deixo de te querer bem, de te desejar o melhor do mundo.
Amo-te, e por muito que viva, nunca vou esquecer tudo o que já fomos, tudo o que eu desejava que ainda fôssemos.
Ah, como eu desejava pertencer aqui, poder aninhar-me entre os teus braços, poder chamar-te meu. De qualquer maneira, és meu como nunca vais poder ser de mais ninguém; estás pregado a mim de uma forma irreversível e impossível.
Como eu desejava ser digna da tua perfeição. Como eu desejava poder entrar dentro do mundo onde tu "flutuas como uma pluma."

És impossivelmente lindo.
Eu deveria saber que as coisas perfeitas são para mim inalcançáveis, mas eu nunca pude evitar, apesar das minhas vãs - patéticas! - tentativas.

Não sei até que medida é que isto é uma despedida, mas eu nunca acreditei que pudesses desaparecer da minha vida (e talvez seja aí que reside todo o problema.)
 
 
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