Olá, meu amor.Como vão os teus dias?
A que sonhos tens aspirado, sem mim?
Com que ternuras me recordas, ao fim de tanto tempo?
Porque te deixei eu, novamente, partir, sem mim, para essa terra de ninguém
Que nunca te conhecerá.
Nem tu, porventura, a conheces ainda,
Mas os segredos que encerras são, todavia, mais profundos.
Os teus segredos sei-os bem
Aqueles que ficaram sempre junto de mim,
Aqueles que eu nunca ousei, sequer, murmurar.
Pois o meu coração encontra-se fechado às tuas ordens
E, dentro dele, jazem os teus sonhos, as tuas vontades,
O teu próprio sangue.