Mas eu consigo lembrar-me de quase tudo.
Sou testemunha do mal que fiz, e ídolo de toda uma geração por crescer.
Ninguém sabe quem eu sou, ou de onde vim.
Ninguém sabe o meu nome, ninguém sabe soletrar o nome dela,
Mas eu sei.
Tenho dois segredos brilhantes como tesouros,
E um rubi enterrado no peito dela.
Sou um usurpador de corações,
Mas não consigo compreender nenhum deles,
Não sei quem os inventou.
Deus deixou para nós os seus mistérios,
O inconcebível, tudo aquilo que nós não podemos imaginar.
E eu, com a minha triste fé, a minha incapacidade de acreditar,
Nunca gostei dele.
Meu deus, sou eu.
Sou eu, e mais ninguém
E ela, ali, com a sua chávena de café forte,
Pensa que possui alguma coisa, quando não tem nada, absolutamente nada.
R.